SÃO LEOPOLDO MANDIC – 12 de maio

Nasceu a doze de maio de 1866 em Castelnovo, uma vez terra turca e atualmente terra  da Iugoslávia; de família pobre, último de doze irmãos, tão magrinho e raquítico que deixou poucas esperanças de sobrevivência. Desde criança amava Deus em todos, acima de todos e todos em Deus. Aos 16 anos partiu para o seminário de Údine e dois anos depois, para o convento do noviciado em Bassano del Grappa. Frei Leopoldo, mesmo não muito sadio, enfrentou com coragem a vida capuchinha, não poupando nenhum esforço seja durante o noviciado, seja durante os estudos teológicos.

Em vinte de setembro de 1990 é ordenado sacerdote. Daquele dia em diante tinha nas mãos um instrumento de imenso valor: o poder de perdoar os pecados. Demora alguns anos em Veneza como confessor, depois é enviado a diversos conventos da província religiosa. Os superiores sabiam que dele podiam dispor livremente, e ele aceitava ser transferido como bem lhes parecesse justo. Não pensava em si, mas somente no bem que podia fazer. Com seus penitentes era mais um amigo do que um juiz, e esta amizade que se criava, durava a vida toda.

Frei Leopoldo atraía amigos com a sua bondade, uma bondade exagerada segundo alguns, mas ele indicava o crucifixo e dizia: E Ele então? Ele chegou a morrer pelas almas! E se encorajava a ser ainda mais rico de bondade e de coração para com seus penitentes amigos, mesmo com prejuízo para a sua já fraca saúde.

Além dos penitentes, Frei Leopoldo sabia encontrar em cada convento o altar do Santíssimo e o de Nossa Senhora. Estes eram os seus preferidos. Também tinha particular devoção por São Francisco. Tudo oferecia a Deus e tudo fazia para manifestar seu amor a Maria.

Ao entrar na vida religiosa, Frei Leopoldo foi animado por um sonho especial: ser um dia missionário na sua terra, rica de História, mas sobretudo, rica de contrastes religiosos. Mas aquele sonho não se realizou na forma que se propôs. Como se podia mandar uma criatura assim frágil à dura vida de missão? Mas, nem por isso, ele se deu por vencido. Não podendo ir para a missão, procurou outro modo de ser missionário: tudo o que faz, oferece-o em benefício de um de seus “orientais”. E, por eles rezava e oferecia a missa, quando podia. Chegou a fazer desta atividade escondida, um voto, que renovava continuamente.

O  lugar onde desenvolveu mais sua obra de confessor foi em Pádua. Recorriam a ele pessoas de todas as classes sociais: ricos e pobres, doutos e ignorantes, almas boas, necessitadas apenas de uma espanadinha e almas enla­meadas até o pescoço. E ele tinha para cada um a palavra adequada: habitualmente branda e insubstituível para a circunstância. Era um exercício contínuo de amor para com Deus e para com as almas.

Com o tempo chegam a Frei Leopoldo vários achaques, mas ele dava pouca ou nenhuma importância à doença: as almas dos penitentes amigos valiam mais do que a própria pele. Mesmo enclausurado numa cela da enfermaria, Frei Leopoldo continuou a receber os seus penitentes, e confessou cerca de cinquenta pessoas na vigília de sua morte, que sobreveio no dia 30 de julho de 1942.A fama de sua santidade fez com que seus funerais fossem um triunfo.

Para este santo dos nossos dias, a Igreja faz uma exceção: não espera todo o processo canônico e assim, a 2 de maio de 1976 Frei Leopoldo é declarado bem-aventurado pelo papa Paulo VI e proclamado santo em 16 de outubro de 1983, pelo papa João Paulo II. São Leopoldo nos deixa uma mensagem bem clara: ainda é possível tornar-se santo, também nos nossos dias.

Fonte: Capuchinhos No rastro de São Francisco de Assis, F. Aligi Quadri, Vice-Província Capuchinha do Maranhão, Pará e Amapá, 1992.