Missionário das estradas: o silêncio que nos fala.

fr. Francisco e fr. Bernardino

fr. Francisco e fr. Bernardino

Jeito simples, pacato, sereno e muito franciscano. Assim chegou em nossa Diocese, Frei Bernardino, no dia 14 de maio de 1989 (domingo dia das mães). Celebrou sua primeira missa na comunidade de São Francisco, onde veio para assumir como administrador paroquial. Desde então foi assumindo diversos trabalhos pastorais como: CRB local; vigário da Catedral; diretor espiritual do ECC; da Legião de Maria e tantos outros. Serviu com incansável ardor, cheio de zelo e espiritualidade esse capuchinho italiano foi conquistando muitas pessoas e famílias para Deus. Mas sua grande missão foi nas estradas. Todos os finais de semana ia ao encontro das famílias que ali residem e com elas partilhava o Pão do Céu, catequizava e evangelizava ao mesmo tempo. Ele nos deixa para realizar outro trabalho missionário no Estado de Roraima, no município de Rorainopólis, onde irá evangelizar naquelas estradas do lado de lá.

Algumas coincidências nos chamam atenção nesta ida de Frei Bernadino.

Em sua chegada, compunha a fraternidade dos capuchinhos aqui em Humaitá dois Frades: Frei Francisco Arce, guardião, amazonense e Frei José Vieira Catarinense; 21 anos depois completados no dia 14 deste mês. Hoje quem compõe a fraternidade são dois frades: Frei Francisco Coelho, guardião e amazonense e Frei Moacir catarinense. Sua última missa dominical foi na comunidade de São Francisco, no domingo dia das mães – o mesmo chegou como disse anteriormente, no domingo do dia das mães.

Ao nosso missionário, nosso muito obrigado pelo seu empenho, zelo pastoral, pelo seu testemunho de Frade capuchinho. Obrigado pelo seu silêncio nos falar com autenticidade. Vai em paz.

Homenagem do Frei Francisco Coelho no Jornal da Diocese de Humaitá.