VIPROCAM/RR

( Da esquerda para a direita) Frei Agatangelo e Frei Martino (em pé) Frei Domenico e Frei Ermenegildo (sentados)

A história da presença dos Capuchinhos no Amazonas, se entrelaça com a história  da Igreja na sua ação missionária no início do século. Portanto, desde 1909 quando a Província da Úmbria, em Assis, na Itália assumiu esta região como espaço específico para realizar sua presença nestas terras, os capuchinhos se dispuseram a testemunham o Reino dentro desta realidade específica.

O nosso enfoque não quer ser um ingênuo contemplar dos fatos, mas saborear a beleza com que os frades assumiram a vocação missionária traduzindo em realidade aquilo que era somente palavra e sonhos. Por isso, o momento não quer ser uma crítica ao modo como assumiram a missão, mas como a realidade da missão fez com que os frades assumissem um jeito próprio de articular fé e vida.

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Missionário das estradas: o silêncio que nos fala.

fr. Francisco e fr. Bernardino

fr. Francisco e fr. Bernardino

Jeito simples, pacato, sereno e muito franciscano. Assim chegou em nossa Diocese, Frei Bernardino, no dia 14 de maio de 1989 (domingo dia das mães). Celebrou sua primeira missa na comunidade de São Francisco, onde veio para assumir como administrador paroquial. Desde então foi assumindo diversos trabalhos pastorais como: CRB local; vigário da Catedral; diretor espiritual do ECC; da Legião de Maria e tantos outros. Serviu com incansável ardor, cheio de zelo e espiritualidade esse capuchinho italiano foi conquistando muitas pessoas e famílias para Deus. Mas sua grande missão foi nas estradas. Todos os finais de semana ia ao encontro das famílias que ali residem e com elas partilhava o Pão do Céu, catequizava e evangelizava ao mesmo tempo. Ele nos deixa para realizar outro trabalho missionário no Estado de Roraima, no município de Rorainopólis, onde irá evangelizar naquelas estradas do lado de lá.

Algumas coincidências nos chamam atenção nesta ida de Frei Bernadino.

Em sua chegada, compunha a fraternidade dos capuchinhos aqui em Humaitá dois Frades: Frei Francisco Arce, guardião, amazonense e Frei José Vieira Catarinense; 21 anos depois completados no dia 14 deste mês. Hoje quem compõe a fraternidade são dois frades: Frei Francisco Coelho, guardião e amazonense e Frei Moacir catarinense. Sua última missa dominical foi na comunidade de São Francisco, no domingo dia das mães – o mesmo chegou como disse anteriormente, no domingo do dia das mães.

Ao nosso missionário, nosso muito obrigado pelo seu empenho, zelo pastoral, pelo seu testemunho de Frade capuchinho. Obrigado pelo seu silêncio nos falar com autenticidade. Vai em paz.

Homenagem do Frei Francisco Coelho no Jornal da Diocese de Humaitá.

FREI MAGNUS H. LOPES NOMEADO BISPO

Frei Magnus

Frei Magnus

VATICANO – O papa Bento XVI nomeou, Frei Magnus Henrique Lopes, OFMCap. Da Provincia do Nordeste do Brasil, para o ministério episcopal como primeiro bispo da nova Diocese de Salgueiro.

FREI MAGNUS HENRIQUE LOPES, OFMCap., nasceu em Assu-RN, Diocese de Mossoró, no dia 31 de julho de 1965. Filho de João GregórioLopes e Maria do Carmo Lopes (in memoriam). Ingressou na Ordem dos Frades Menores Capuchinhos, a 21 de fevereiro de 1986, na etapa do Postulantado. Fez o santo noviciado de 05 de janeiro de 1988 a 06 de janeiro de 1989, quando emitiu a primeira profissão religiosa. A profissão perpétua e solene fê-la aos 19 de março de 1992, no Convento Santo Antônio, em Natal-RN. Foi ordenado diácono a 25 de março de 1996, na Basílica de Nossa Senhora da Penha, em Recife-PE, por Dom Antônio Soares Costa e ordenado presbítero pelo mesmo bispo, no dia 21 de dezembro de 1996, em Assu-RN.

Formação Acadêmica: Curso Primário no Instituto Padre ibiapina (Assu-RN), concluído em 1981; Secundário com especialização em técnico de nível médio em estradas, na Escola Técnica Federal do Rio Grande do Norte – ETFERN (Natal-RN), concluído em 1985.; Licenciado em Filosofia pela Faculdade de Filosofia do Recife – FAFIRE, em 1992; Curso de Teologia, no Instituto Franciscano de Teologia de Olinda – IFTO, concluído em 1996.; Curso de Psicologia com Bacharelado, Licenciatura e Habilitação em Formação de Psicólogo pelo Centro de Estudos Superiores de Maceió – CESMAC, concluído em 2001; Continuar a Ler »

Abertura do 2o Festival de Música Indígena

Abertura do 2o Festival de Música Indígena em Belém do Solimões

SÃO FÉLIX DE CANTALÍCIO – 18 de maio

São Félix de Cantalício

São Félix de Cantalício

São Félix desenvolveu sua atividade em Roma no século da reforma protestante, juntamente com vários outros santos: Inácio de Loyola, Francisco Borgia, Luís Gonzaga, Pio V, Carlos Barromeu, Filipe Neri, Camilo. Todos conheciam e amavam o santo esmoleiro que era uma característica das ruas de Roma. São Félix pertencia ao mais novo ramo da família franciscana, a Ordem dos Capuchinhos, podendo ser definido como a personificação do primitivo espírito franciscano: pobre, sempre com a mente em Deus e cheio de amor seráfico.

Nasceu de uma família humilde de lavradores do Vale do Reatino. Ainda jovem ouviu o chamado de Deus, ao qual não respondeu. Depois de um acidente quase mortal ocorrido no trabalho da roça, decidiu-se e assim, com quase 30 anos, ingressou na Ordem dos Capuchinhos para seguir o Crucificado na rigorosa vida franciscana.

Desde o começo foi um frade enamorado da pobreza franciscana e em sinal disso, vestiu um saco como batina até idade avançada; não usava sandálias e, às vezes, os pés deixavam rastros de sangue nas ruas de Roma que o viram todos os dias, durante quarenta e dois anos, com um saco nas costas pedindo esmolas para o convento. Observava rigorosos jejuns, comendo apenas alguns peda­cinhos de pão e acrescentava cruéis flagelações noturnas. Com tudo isso, era a humildade e modéstia personificadas; se definia o jumento do convento.

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SÃO LEOPOLDO MANDIC – 12 de maio

Nasceu a doze de maio de 1866 em Castelnovo, uma vez terra turca e atualmente terra  da Iugoslávia; de família pobre, último de doze irmãos, tão magrinho e raquítico que deixou poucas esperanças de sobrevivência. Desde criança amava Deus em todos, acima de todos e todos em Deus. Aos 16 anos partiu para o seminário de Údine e dois anos depois, para o convento do noviciado em Bassano del Grappa. Frei Leopoldo, mesmo não muito sadio, enfrentou com coragem a vida capuchinha, não poupando nenhum esforço seja durante o noviciado, seja durante os estudos teológicos.

Em vinte de setembro de 1990 é ordenado sacerdote. Daquele dia em diante tinha nas mãos um instrumento de imenso valor: o poder de perdoar os pecados. Demora alguns anos em Veneza como confessor, depois é enviado a diversos conventos da província religiosa. Os superiores sabiam que dele podiam dispor livremente, e ele aceitava ser transferido como bem lhes parecesse justo. Não pensava em si, mas somente no bem que podia fazer. Com seus penitentes era mais um amigo do que um juiz, e esta amizade que se criava, durava a vida toda.

Frei Leopoldo atraía amigos com a sua bondade, uma bondade exagerada segundo alguns, mas ele indicava o crucifixo e dizia: E Ele então? Ele chegou a morrer pelas almas! E se encorajava a ser ainda mais rico de bondade e de coração para com seus penitentes amigos, mesmo com prejuízo para a sua já fraca saúde. Continuar a Ler »

SANTO INÁCIO DE LÁCONI – 11 de maio

Santo Inácio de Láconi

Santo Inácio de Láconi

Nasceu no povoado de Láconi, na ilha de Sardínia, no ano de 1701, filho de agricultores, que com dificuldade sustentavam nove filhos.

Foi criado sem instrução escolar, mas, desde cedo foi encaminhado pela mãe na sabedoria dos santos e no amor à Mãe do Céu. Jesus presente no sacrário e Maria serão por toda sua vida os dois grandes amores de seu coração.

Como era o mais velho dos irmãos, trabalhava com o pai na roça e acrescentava ao sacriffcio do trabalho, jejuns e penitências. Aos vinte anos entrou na ordem dos frades menores capuchinhos, cumprindo assim uma promessa feita por ocasião de uma grave doença.

Durante o noviciado viveu com fervor o silêncio, a observância fiel de todas as austeridades; a prontidão no trabalho, a humildade, a simplicidade e a caridade para com os irmãos, eram sinais da genuinidade do seu espírito de penitência e oração.

No final do noviciado surgiu porém uma dificuldade: como enfrentar por toda a vida as austeridades da vida capuchinha, em virtude da saúde fraca? Porém, Frei Inácio alcançou de Nossa Senhora uma grande graça e, assim, pôde fazer a profissão e consagrar sua vida a Deus.

Seguiram-se vinte anos de fiel cumprimento do dever preparando-se para a tarefa de irmão esmoleiro na capital da ilha, tarefa pesada e de muita responsabilidade. Por quarenta anos repetiu-se naquela cidade um maravilhoso e exemplo de humildade e de alegria franciscana, que São Félix de Cantalício tinha dado em Roma. Frei Inácio fez deste trabalho um verdadeiro apostolado que produziu muitos frutos.

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2o Festival de Música Indígena

Participação da Comunidade Santa Rosa no 2o Festival de Música Indígena em Belém do Solimões.

2o Festival de Música Indígena

Participação da Comunidade Nova Jerusalém do Maité no 2o Festival de Música Indígena em Belém do Solimões.

Divulgação da 1a Olímpiada Indígena em Belém do Solimões

Divina Pastora

Divina Pastora

divina-pastora Em Sevilha, por volta do ano 1703, era costume realizar-se os rosários populares em procissão pelas ruas, encabeçadas por um capuchinho de profunda devoção mariana, Frei Isidoro de Sevilha, homônimo do grande doutor da Igreja. Em sonho, ele recebeu uma revelação da imagem da Divina Pastora. Dias depois ele descrevia a imagem a um renomado artista plástico, Miguel Alonso de Tovar que a pintou, segundo a descrição do capuchinho. “No centro e sob a sombra de uma árvore, irradiando de seu rosto divino amor e ternura. A túnica vermelha, o busto coberto até os calcanhares, de branco, amarrado na cintura. Um manto azul no ombro esquerdo contornará seu corpo até o direito. Terá um chapéu pastoril e junto à direita aparecerá o báculo de seu poder. Na mão esquerda sustentará o menino e pousará a mão direita sobre um cordeiro que acolhe em seu regaço. Algumas ovelhas rodearão a Virgem, formando seu rebanho. E todas terão em suas bocas, rosas, símbolos da Ave Maria com que a veneram…” Foi chamada a Divina Pastora das Almas. Continuar a Ler »